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Nossa História

Poços de Caldas antes da primeira usina

Quando dizem que Poços de Caldas tem uma história de muita energia, acredite, não é por acaso. Desde a sua fundação em 6 de novembro de 1872, a cidade encanta a todos pelas suas belezas naturais e, principalmente, pelas suas conhecidas águas termais, que, aliás, foram a principal fonte para o início desta longa história.

A “Villa”, como a cidade era conhecida em seus primeiros anos, sempre demonstrou que tinha de fato uma luz especial. Mesmo antes da energia elétrica tal como conhecemos hoje, o pequeno povoado com 332 casas, 20 ruas, uma praça e aproximadamente 2.000 habitantes já era iluminado por lampiões de acendimento manual abastecidos com azeite de peixe, hidrogênio líquido, gás carbônico ou querosene.

Alguns anos depois, em 1887, indícios levam a crer que surgiram as primeiras faíscas elétricas produzidas por João Batista Pansini na oficina dos fundos da casa do Coronel Agostinho da Costa Junqueira, um visionário que buscava sempre apoiar o desenvolvimento da pequena Villa. A partir daí, a história de Poços de Caldas se confunde ainda mais com produção de energia, sendo uma das cidades pioneiras e reconhecidas por sua brilhante trajetória em todo o Brasil. 

O início de uma história de energia

O primeiro passo rumo ao futuro já havia sido dado. Antes mesmo de a Villa receber luz produzida por meio da eletricidade, as ruas já recebiam iluminação mesmo que de forma totalmente manual. Assim, dos lampiões abastecidos a querosene até a primeira lâmpada incandescente se acender, apesar de terem se passado apenas alguns anos, o caminho foi longo cheio de surpresas. 

Percebendo a vocação do município para o setor energético, em 1895, a primeira proposta de serviço de iluminação pública partiu da Luiz Botelho e Cia, empresa que, curiosamente, nem mesmo operava no ramo de energia elétrica. As condições apresentadas pela companhia não agradaram aos políticos da época, que deixaram para um pouco mais tarde os planos de trazer iluminação elétrica ao pequeno vilarejo. 

Anos depois, em 1897, outra proposta foi apresentada ao município, mas, desta vez, para alegria do pequeno povoado de dois mil habitantes, foi rapidamente aceita. O contrato para oferecer iluminação pública e privada à Villa, firmado com o Coronel Otaviano Ferreira Brito, fazendeiro da vizinha cidade de Alfenas, deu origem ao início de uma iluminada história.

A pioneira

Um grande empreendimento que mudaria para sempre a história de Poços de Caldas. Assim poderia ser chamado o projeto da primeira usina hidrelétrica da cidade. Com um valor estimado de 160:000$000 (cento e sessenta contos de réis), a obra foi considerada um grande marco, além de um exemplo de pioneirismo e visão no futuro.

Inaugurada por Octaviano Ferreira de Brito em 1º de Setembro de 1898, a Pequena Usina Hidrelétrica construída na Cachoeira das Antas gerava 25 kVA, o suficiente para levar iluminação a 150 lâmpadas incandescentes de vela distribuídas pelas ruas e praças e também às 332 casas da Villa. Com isso, não foi apenas a vida dos poucos moradores da Villa que se transformou, mas sim a história da cidade toda. 

Nasce o Departamento Municipal de Eletricidade

Com a Villa crescendo a todo vapor, a cidade precisava de ainda mais energia para acompanhar todo esse crescimento. Então, em 1902, a Costa & Companhia assumiu a concessão e promoveu um aumento significativo na capacidade de geração de energia. 

Após 25 anos de concessão, em 1927, a prefeitura assume os direitos de exploração da energia elétrica na cidade e assina um contrato junto ao governo do estado de Minas Gerais recebendo todo o acervo elétrico. Nessa mesma época, período de ouro dos cassinos, a cidade das águas tornava-se um dos maiores centros de visitação turística país.

Assim, percebendo a necessidade de dar suporte a esse grande potencial turístico e a uma cidade que não parava de crescer, em 12 de julho de 1928, a Companhia Sul Mineira de Eletricidade, expandiu ainda mais as linhas de transmissão. Com isso, a energia elétrica chegava a muitos lugares, levando desenvolvimento a cada canto da cidade. 

No entanto, um dos capítulos mais importantes dessa história brilhante ainda estava por vir. Uma grande transformação aconteceu em 1954, quando foi criado, pelo então Prefeito Martinho de Freitas Mourão, o Departamento Municipal de Eletricidade de Poços de Caldas, através da Lei nº 420 de 9 de dezembro. 

Em 13 de julho de 1955, o DME teve sua concessão outorgada pelo Presidente da República, Juscelino Kubitschek. Com autonomia financeira, administrativa e econômica, com o objetivo de gerar, transmitir e distribuir energia elétrica em Poços de Caldas, o DME, ao longo dos anos, vem demonstrando sua vocação para o crescimento, e assim contribuindo para o desenvolvimento da cidade.

Desverticalização

No ano de 2010 a DME passou por uma importante transformação. A empresa que cuidava da geração, transmissão e distribuição de energia em Poços de Caldas teve que se adequar à lei nº 10.848 de 2004, que estabeleceu que as concessionárias de energia elétrica de todo o país não poderiam mais exercer todas essas atividades ao mesmo tempo.

Assim aconteceu processo que chamamos de desverticalização. Antes, tudo era centralizado em uma única empresa e a partir daí foi preciso criar empresas próprias para cada área de atuação.

Foi assim que a DME passou a ser DME Distribuição S/A, sendo responsável pela geração e distribuição de energia, papel que já desempenhava antes do processo de desverticalização. Com isso, três empresas surgiram: DME Distribuição, DME Energética e DME Participações. Cada uma com sua função, buscando sempre oferecer a melhor energia, contribuindo para o desenvolvimento da cidade.

 

 

Quem Somos

As empresas do Grupo DME são: empresas públicas, ou seja, capital 100 % público; constituídas sob a forma de sociedade anônima, pois esta é a única forma societária que permite às empresas terem somente um acionista; e de capital fechado, ou seja, não poderão negociar seus valores mobiliários no mercado, constituídas nos termos da Lei Complementar Municipal n.º 111, de 26/03/2010.

 

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